Ku de Judas (Punk)


por JMG, em 08/09/2009 às 23:38
"Em 1982, saíu o primeiro disco dos Xutos & Pontapes, genericamente intitulado "1978-1982" por reunir cancões compostas e tocadas pela banda nesse período. Nesse mesmo ano, Fernando Serpa, João Pedro Almendra e Bago D'Uva comecavam a ensaiar e a compor, dando ínicio a um projecto que iria ficar conhecido como Ku de Judas. Inicialmente Almendra era também o baixista da banda, mas Serpa relembra que "o João Pedro não percebia nada de baixo nem de guitarra, era muito lerdo a tocar naquilo. Houve uma vez um ensaio em que ele estava tao abstraído a tentar tocar que eu me virei para ele e disse: "Ó autista, deixa lá a guitarra!". Foi aí que surgiu a alcunha do João Pedro (risos). Como eu já conhecia o Ribas desde crianca e já tínhamos feito umas cenas juntos - aliás foi com o Ribas que aprendi a tocar baixo - resolvi convidar o Ribas para guitarrista. Aí é que os Ku de Judas comecaram a mexer-se a sério..." O nome surgiu porque Bago d'Uva tinha que ir muitas vezes para casa da tia, na Marteleira. A Marteleira fica onde? No cu de Judas. Por causa dessas ausências forcadas, Bago d'Uva não dava a atencão devida à banda e rapidamente foi substituido por Carlos Aguilar. Os ensaios passaram a ser em casa deste. (...) O Autista, longe da guitarra, berrava ao microfone as letras escritas por Serpa, Ribas agarrava-se à guitarra o melhor que sabia, Serpa manuseava o baixo com esforco e Aguilar agredia a bateria como se não houvesse amanha. Mais tarde, os ensaios passaram a acontecer na Senófila e na Harpa, tal era a violencia das descargas decibélicas que comecavam a incomodar a vizinhanca. "Não queriamos saber dos vizinhos, queriamos era tocar!" (Serpa) Doze musicas depois e em formato trio por ausência de Autista no palco, deram o seu primeiro concerto na Escola Secundária Padre Antonio Vieira - que todos tinham frequentado - juntamente com os Machina Popsuta, de João San Payo. O João Pedro encontrava-se entre a assistencia. "Os Ku de Judas iam tocar la à escola e eu fui até lá. Recordo-me perfeitamente desse concerto. O microfone pendurado no tecto, preso com fita cola porque nao havia suporte e o stor Braga lá ao fundo, encostado à parede com cara de mau" - ri-se Almendra. Este concerto é mítico, dado que as dez musicas dos Machina com as doze dos Ku so davam para cerca de uma hora de concerto, mas o pessoal da escola gostou tanto dos concertos que as bandas regressaram ao palco de imediato para repetirem os sets. Piricas voltou a cantar as musicas da banda de San Payo e Ribas preparava-se para cantar pela segunda vez quando Autista saltou da assistencia e assumiu o seu lugar na voz dos Ku de Judas. "Depois de terem tocado pela primeira vez, o Ribas chamou-me para cantar as musicas, que eu sabia quase todas. As que eu não sabia cantou ele". Com o sucesso relativo, chegou o convite para uma entrevista para o semanário Exito. A reportagem mostrava uma banda com musicos de crista no ar, blusoes de cabedal e correntes, com uma atitude provocadora e rebelde importada directamente da Kings Road londrina, algo nunca antes visto em Portugal. "Lembro-me de ver o Almendra passar com a sua crista de vinte centimetros e pensar "ganda maluco!" - conta-nos Samuel (Palitos), à data apenas mais um puto de Alvalade. Ze Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapes, conheceu Ribas nesta altura. "Comecei a falar com ele no Rock Rendez Vouz. Umas vezes ia-se la tocar, outras ia-se ver bandas e convivia-se por ali. Na altura havia poucos punks e era normal a malta falar, muito por causa das t-shirts. Se curtias uma banda que um gajo tinha na t-shirt, havia logo ali uma identificacao. Um dia, o Ribas veio falar comigo e conhecemo-nos assim. Encontravamo-nos lá montes de vezes." A atitude de choque resultou e catapultou os Ku de Judas para níveis de popularidade superiores, ombreando com as melhores bandas do género. Após a entrevista, tocaram no saudoso Rock Rendez Vouz (a 24 e 25 de Janeiro de 1985), num concerto que foi registado em audio e editado em 1997. (Fast n' Loud, split CD "Vozes da Raiva III", com Trinta e Um, Cabecudos, Mukeka di Rato e Ku de Judas). Após o RRV, tocaram também na TEIA, no Teatro da Comuna e na Cruz Vermelha, no Porto. Estas actuacões permitiram-lhes ter os seus primeiros fãs fora de Alvalade. Pelo meio, uma actuacão frustada na Amadora rende ao grupo as suas primeiras fotos. "Quando lá chegámos o concerto tinha sido na semana anterior (risos)". Entretanto, João Pedro Almendra abandonava a banda devido a divergências criativas com Serpa mas sobretudo devido a problemas pessoais. "Talvez o Serpa fosse o mentor da banda. Ele era o chefe e eu era o elo mais fraco. Não estive à altura dos acontecimentos e deixei-me ir abaixo" - comenta Almendra, a propósito desde episódio, continuando: "Tambem não estava a curtir muito a onda, estava a ficar um bocado farto das letras e coisas do género. Queria ter um papel criativo maior mas não tinha muito espaco, com o Serpa e o Ribas. Depois com os problemas que tinha achei que era melhor sair". Serpa discorda. "Ele saiu porque foi convidado pelo João San Payo para o que viriam a ser os Peste & Sida, já andava com a cabeca nos Peste". Almendra torce a cabeca, em sinal de concordancia parcial. Ribas, que sabia todas as letras e fazia ja coros e segundas vozes, assumiu a voz principal e o grupo passou definitivamente a trio. Já sem João Pedro, tocaram no bar Oceano, no Palmeiras e em Coimbra. (...) Ribas não estava contente com a prestação da banda, que estava estagnada no meio de grandes divergências. Parecia não haver rumo a seguir e João queria mais. Sedento de aventura, partiu para a Alemanha onde ficou por alguns meses. "Morava na rua das putas, que eram todas minhas amigas. Quando saía elas diziam '"olha, lá vai o punk!"... Grandes tempos. Em sete meses trabalhei quatro horas. E não passei fome!" João Ribas voltou da Alemanha no Verão de 1988. "Ele tinha amigos em Berlim. Na altura ainda havia aquela cena do Muro, os países comunistas e tal e ele quis lá ir ver como era" - conta-nos Serpinha. Quando chegou a Alvalade, o panorama que encontrou não era animador. Se a vontade de continuar era pouca, quando soube que Carlos Aguilar tinha vendido a bateria e que Serpa nunca mais tinha tocado, fez João Ribas desistir em definitivo da banda. "Eu e o Aguilar podíamos ter continuado a tocar mas acabámos com a banda quando o João saíu" - confidencia-nos Fernando Serpa. (retirado do livro "Censurados até morrer, biografia oficial, de Agusto Figueira e Renato Conteiro, editora Sete Caminhos, 2006)

http://www.myspace.com/kudejudas

O grupo formado em 1983 pelo vocalista João Pedro Almendra (Autista), pelo guitarrista João Ribas, por Serpinha (baixo) e por Carlos Aguilar (bateria). O grupo ensaiava na Senófila, antiga sala de ensaios de Lisboa.

João Ribas assumiu as vocalizações após a saída de João Pedro Almendra verificada em 1986. Almendra regressou ao grupo depois de sair dos Peste & Sida.

A compilação "Vozes da Raiva, vol.3", editada em 1997, pela editora Fast'n'Loud, inclui onze temas do grupo: "Anti-Kristo", "Violemos o Presidente", "Vitimas do Sistema", "Suicidio É A (Tua) Solução", "Já Estou Farto", "Histórias da Minha Avó", "Agora Eu Sei!", "Sniff Bostik", "Quero Ser Eu (Ku de Judas)", "Anarkia em Portugal" e "Obsessão Social".

http://anos80.no.sapo.pt/kudejudas.htm
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[ Em setembro de 1969, Alan Atkins (vocalista) e Bruno Stappenhill (baixista), dois amigos que moravam em Birminghan, na Inglaterra, realizavam testes de audição de guitarras para sua banda. Dentre os vários que compareceram, estava Kenneth Kelvin 'KK'
Esse topico foi criado para quem ja jogou punk-o-matic , esse e um jogo facil para você criar sua proprias musicas esse evento TALVEZ tera uma data de finalização , procure no Google "Download punk-o-matic" ou "Punk-o-matic" .
Pq em um evangelho Judas se enforcou e no outro faz referencia q ele se precipitou num penhasco e teve as entranhas derramadas( ou algo assim) Já vi q temos mta gente boa na Palavra no forum:bate:
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