O palhaço
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
Resultados de busca para "2009-12-14 - O palhaço - Mário Crespo"
27 Respostas
1 JPvatoloco, em 18/12/2009 às 18:27
Portugal e tudo o que cá se passa resumido num pequeno texto.
Muito Bom mesmo.
Muito Bom mesmo.
2 DaniM, em 20/12/2009 às 04:05
Quem é o palhaço para ti ?
3 SIDSIDSID, em 20/12/2009 às 04:10
ahhahaha, eu não sei o que o JP vai responder, mas aposto em...
e já agora, uma notícia sobre o tema...
vejam o video:
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000229-0000-0000-0000-000000000229&contentid=52F023AF-175E-4888-ABAB-E1AA8512C685&h=2
e já agora, uma notícia sobre o tema...
| Citação: |
| Luís de Sousa, investigador e professor da Faculdade de Ciências
Sociais, afirma que “não há vontade política para combater a corrupção”. Na entrevista ao Correio da Manhã/Rádio Clube, que será publicada amanhã, diz que os portugueses têm uma atitude fluida sobre a corrupção e que não basta mexer nos códigos penais para a prevenir e combater. |
vejam o video:
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000229-0000-0000-0000-000000000229&contentid=52F023AF-175E-4888-ABAB-E1AA8512C685&h=2
4 JPvatoloco, em 20/12/2009 às 20:13
EHEHHEHEHEHEH
Para mim todos os que pertençem ao estado são palhaços
cada um á sua maneira... Todos falam falam mas só querem o Poder e os seus interesses em
primeiro lugar... o País... depois logo se vê...
" Caos, Democracia
Medo, Alienação
Cresçe dia após dia, o ódio pelo Poderrrrr." by Ratos De Porão
Para mim todos os que pertençem ao estado são palhaços
cada um á sua maneira... Todos falam falam mas só querem o Poder e os seus interesses em
primeiro lugar... o País... depois logo se vê...
" Caos, Democracia
Medo, Alienação
Cresçe dia após dia, o ódio pelo Poderrrrr." by Ratos De Porão
5 SIDSIDSID, em 02/02/2010 às 10:57
Esperava por isto... aconteceu mais cedo do que pensava....
(lembram-se do episódio do afastamento da Manuela Moura Guedes na TVI?... Sócrates a mexer os cordelinhos):
(lembram-se do episódio do afastamento da Manuela Moura Guedes na TVI?... Sócrates a mexer os cordelinhos):
| Citação: |
| Crónica: Diário recusou publicar texto
Mário Crespo acusa ‘censura’ Mário Crespo acusa o primeiro-ministro, José Sócrates, e dois membros do Governo de o terem classificado como "um problema" a precisar de solução. E acrescenta que à conversa assistiu, sem "contraditar", um executivo de TV, que o CM sabe ser o director de programas da SIC, Nuno Santos. O caso estava descrito na habitual crónica de Crespo para o ‘Jornal de Notícias’ (ver página 2), mas, perante a recusa do diário em publicar o texto, este acabou por sair no site do Instituto Sá Carneiro. Ao CM, Mário Crespo refere ter sido avisado no domingo à noite por José Leite Pereira, director do ‘JN’, de que o texto não sairia. 'Não publicar uma crónica é muito grave, e o conteúdo dessa crónica também é muito grave', nota o pivô da SIC Notícias, que deixa de colaborar com aquele diário. O jornalista conta ainda ao CM que teve conhecimento da conversa entre os ministros e Nuno Santos através de um 'e-mail. Recebi--o no dia seguinte ao encontro. Confirmei que era fidedigno e tirei as minhas conclusões'. Contactado pelo CM, o director do ‘JN’ remete para um comunicado em que explica que a crónica 'não era um simples texto de opinião, mas fazia referências a factos'. Também o gabinete do primeiro--ministro recusou comentar. PORTAS DEFENDE JORNALISTA Paulo Portas, do CDS, classificou Mário Crespo como um 'jornalista profissional e com independência. Nenhum dos qualificativos que ouvi por aí se lhe aplica.' Já o regulador dos Media, ERC, não tem 'uma posição sobre o assunto', mas, 'caso venha a existir uma queixa, ela será apreciada'. NUNO SANTOS E BÁRBARA À CONVERSA COM MINISTROS José Sócrates, Pedro Silva Pereira e Jorge Lacão encontraram Nuno Santos e Bárbara Guimarães, casada com o socialista Manuel Maria Carrilho, a terminar um almoço no Hotel Tivoli, em Lisboa, sabe o CM. Enquanto circulavam à volta do buffet, José Sócrates e Nuno Santos falaram de Mário Crespo, jornalismo, política, do programa ‘Ídolos’ e até de férias. Enquanto trocavam palavras, alguém ouviu a conversa e transcreveu-a num e-mail, posteriormente enviado ao jornalista. Nuno Santos já terá explicado o sucedido a Mário Crespo. PERFIL Mário Crespo nasceu há 63 anos em Coimbra. Iniciou-se como jornalista na África do Sul. Fez carreira na RTP, onde foi correspondente nos EUA. Mudou para a SIC, onde se mantém. Vai lançar o livro ‘A Última Crónica’. |
6 SIDSIDSID, em 02/02/2010 às 10:59
já agora:
| Citação: |
| TVI: o fim do telejornal de Moura Guedes (fotos e vídeos)
A suspensão na TVI do Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes tornou-se manchete na imprensa, fez cair a Direcção de Informação daquela televisão e transformou-se num facto político, com a oposição a
insinuar a intervenção do Governo e o primeiro-ministro a desmentir . «Jornal Nacional»: o mais visto em semana
polémica O
cancelamento do Jornal Nacional de Sexta, conduzido habitualmente pela jornalista Manuela Moura Guedes, mulher do ex-director-geral da estação, foi justificada na quinta-feira, ao final da tarde, com a necessidade de homogeneizar o noticiário durante toda a semana, ainda que em nada seria alterada a
«informação de qualidade e de interesse nacional». À agência Lusa, a Prisa veio entretanto negar qualquer interferência na
polémica decisão tomada pela TVI de suspender o «Jornal Nacional de Sexta-feira», insistindo que se tratou de uma decisão da equipa de direcção em Lisboa. Um caso que já levou o presidente da República, Cavaco Silva, a dizer que espera que a liberdade de expressão não tenha sido posta em causa. Entretanto Manuela Moura Guedes já veio garantir, em declarações ao jornal «Expresso», que está para ficar na TVI e realça que quem beneficiou com a suspensão do «Jornal Nacional de Sexta» foi José Sócrates. Na sexta-feira, o Jornal Nacional foi para o ar mas sem Manuela Moura Guedes. A notícia de abertura foi o envolvimento de José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo do primeiro-ministro, na recepção de envelopes de dinheiro no caso Freeport, superfície comercial de Alcochete licenciada, em 2002, quando José Sócrates era ministro do Ambiente. |
7 Jeremias25, em 02/02/2010 às 11:05
Ontem ainda deu para rir quando ia a caminho de casa a ouvir a história... não duvido dos factos, mas há ai alguma coisa mal contada.
Sinceramente o PM num rest6aurante de um hotel a falar mal do mario crespo para todos os presentes ouvirem? Não achas estranho Sid?
Sinceramente o PM num rest6aurante de um hotel a falar mal do mario crespo para todos os presentes ouvirem? Não achas estranho Sid?
8 SIDSIDSID, em 02/02/2010 às 11:07
Onde há fumo...
ou
Areia para os olhos, para retirar atenções do real problema...
é escolher uma.
ou
Areia para os olhos, para retirar atenções do real problema...
é escolher uma.
9 SIDSIDSID, em 02/02/2010 às 15:00
Jornalista da SIC diz que o termo "calhandrice" é
extraordinário
Mário Crespo: “Começa a haver demasiados ‘problemas’
resolvidos”
“Nesta direcção do JN, sou um problema resolvido, Moura Guedes, é
um problema resolvido na direcção da TVI, José Eduardo Moniz é um
problema resolvido na direcção da Media Capital, José Manuel Fernandes é
um problema resolvido no PÚBLICO”, disse Mário Crespo, em Guimarães,
onde vai fazer uma intervenção nas jornadas parlamentares do CDS.
“Começa
a haver demasiados ‘problemas’ resolvidos em Portugal e é altura de nos
consciencializarmos das soluções que estão a ser aplicadas não as
mistificarmos com nada”, disse.
Numa crónica divulgada ontem no
site do Instituto Sá Carneiro (depois da recusa do JN em a publicar),
Mário Crespo revela que terá sido referenciado pelo primeiro-ministro
como um “problema a resolver”, durante um almoço com os ministros dos
Assuntos Parlamentares e da Presidência, num restaurante em Lisboa.
Essa
conversa, em que Sócrates também se terá referido ao profissional da
SIC como um “louco”, chegou ao conhecimento de Mário Crespo através de
uma outra pessoa, numa mesa próxima. O jornalista assegura que nunca irá
revelar o nome dessa pessoa, e confirma que era Nuno Santos,
director-geral da SIC, que também estava no restaurante naquele dia,
numa outra mesa.
Em reacção ao termo “calhandrice” utilizado por
fonte não identificada do Ministério dos Assuntos Parlamentares para se
referir a este caso, Crespo diz ser “extraordinário”. “Só alguém que
conhece bem o seu significado é que o usaria. Eu nunca me lembro de ter
usado o termo”, disse.
Questionado pelos jornalistas qual a
razão de o artigo ter sido publicado no site do instituto ligado ao PSD,
Mário Crespo diz não saber como é que isso aconteceu. O jornalista
assegura que, no domingo, enviou o texto pelas vias normais (para dois
endereços de e-mail do JN) e só na segunda de manhã foi alertado para a
publicação no site do Instituto por uma notícia no site do jornal
PÚBLICO.
O jornalista afirma ter, ontem de manhã, contactado Zita
Seabra (da editora Altheia), para publicar um livro em que essa crónica
será um "elemento determinante". O livro é lançado já na quinta-feira,
com prefácio de Medina Carreira.
http://publico.pt/Media/mario-crespo-comeca-a-haver-demasiados-problemas-resolvidos_1420940
extraordinário
Mário Crespo: “Começa a haver demasiados ‘problemas’
resolvidos”
“Nesta direcção do JN, sou um problema resolvido, Moura Guedes, é
um problema resolvido na direcção da TVI, José Eduardo Moniz é um
problema resolvido na direcção da Media Capital, José Manuel Fernandes é
um problema resolvido no PÚBLICO”, disse Mário Crespo, em Guimarães,
onde vai fazer uma intervenção nas jornadas parlamentares do CDS.
“Começa
a haver demasiados ‘problemas’ resolvidos em Portugal e é altura de nos
consciencializarmos das soluções que estão a ser aplicadas não as
mistificarmos com nada”, disse.
Numa crónica divulgada ontem no
site do Instituto Sá Carneiro (depois da recusa do JN em a publicar),
Mário Crespo revela que terá sido referenciado pelo primeiro-ministro
como um “problema a resolver”, durante um almoço com os ministros dos
Assuntos Parlamentares e da Presidência, num restaurante em Lisboa.
Essa
conversa, em que Sócrates também se terá referido ao profissional da
SIC como um “louco”, chegou ao conhecimento de Mário Crespo através de
uma outra pessoa, numa mesa próxima. O jornalista assegura que nunca irá
revelar o nome dessa pessoa, e confirma que era Nuno Santos,
director-geral da SIC, que também estava no restaurante naquele dia,
numa outra mesa.
Em reacção ao termo “calhandrice” utilizado por
fonte não identificada do Ministério dos Assuntos Parlamentares para se
referir a este caso, Crespo diz ser “extraordinário”. “Só alguém que
conhece bem o seu significado é que o usaria. Eu nunca me lembro de ter
usado o termo”, disse.
Questionado pelos jornalistas qual a
razão de o artigo ter sido publicado no site do instituto ligado ao PSD,
Mário Crespo diz não saber como é que isso aconteceu. O jornalista
assegura que, no domingo, enviou o texto pelas vias normais (para dois
endereços de e-mail do JN) e só na segunda de manhã foi alertado para a
publicação no site do Instituto por uma notícia no site do jornal
PÚBLICO.
O jornalista afirma ter, ontem de manhã, contactado Zita
Seabra (da editora Altheia), para publicar um livro em que essa crónica
será um "elemento determinante". O livro é lançado já na quinta-feira,
com prefácio de Medina Carreira.
http://publico.pt/Media/mario-crespo-comeca-a-haver-demasiados-problemas-resolvidos_1420940
10 SIDSIDSID, em 02/02/2010 às 15:07
e cá está o artigo:
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira
dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o
Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos
Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à
hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da
parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em
redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo
mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”).
Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que
dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em
Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.
Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me
tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das
minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por
escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui
uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal
um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade
que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e
análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há
monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de
líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam
chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem
são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é
mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios
são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se
dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades
insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são
considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos
passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José
Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que
os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o
Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em
2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José
Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser
um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o
“problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema”
Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro
Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos
Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um
experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que
tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que
perigosa palhaçada.
Nota: Artigo
originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.
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ANÁLISE E
COMENTÁRIO POLÍTICO
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O FIM DA LINHA
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira
dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o
Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos
Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à
hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da
parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em
redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo
mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”).
Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que
dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em
Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.
Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me
tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das
minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por
escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui
uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal
um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade
que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e
análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há
monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de
líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam
chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem
são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é
mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios
são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se
dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades
insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são
considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos
passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José
Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que
os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o
Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em
2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José
Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser
um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o
“problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema”
Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro
Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos
Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um
experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que
tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que
perigosa palhaçada.
Nota: Artigo
originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.
11 SIDSIDSID, em 02/02/2010 às 15:08
resumo:
“During the Cold War, a group of Russian journalists toured the United States. On the final day of their visit, they were asked by their hosts for their impressions. 'I have to tell you,' said their spokesman, 'that we were astonished to find after reading all the newspapers and watching TV, that all the opinions on all the vital issues were by and large, the same. To get that result in our country, we imprison people, we tear out their fingernails. Here, you don't have that. What's the secret? How do you do it?”
12 Jeremias25, em 10/02/2010 às 11:31
13 SIDSIDSID, em 11/02/2010 às 21:05
Notificação entregue a segurança do 'Sol' (COM
REACÇÕES/VÍDEO)
Um solicitador contratado pelos advogados de Rui
Pedro Soares entregou ao segurança do edifício do semanário 'Sol' a
notificação da providência cautelar para impedir a publicação de escutas
que envolvam o administrador da Portugal Telecom. O segurança acabou
por ser identificado pelo solicitador depois de várias horas a tentar
entregar o documento ao director e jornalistas do 'Sol'.
A manchete do ‘Sol’ para países africanos, como Angola e
Cabo Verde, será ‘O Polvo’, apurou o CM. Trata-se do título principal
de capa da edição que sai esta sexta-feira nos países de língua
lusófona. Quanto à edição nacional, ainda se desconhece como será, dado
que ainda não está pronta.
Já junto às
instalações do semanário, na Baixa de Lisboa, um funcionário do Palácio
de Justiça foi seis vezes perguntar ao segurança do edifício se as
pessoas contempladas pela providência cautelar que o jornal recebeu já
se encontravam na sede do jornal. Perante as respostas negativas, o
responsável avançou com a produção de avisos.
O órgão de
comunicação foi notificado com uma providência cautelar para impedir a
publicação de elementos do processo 'Face Oculta' em que o administrador
da Portugal Telecom, Rui Pedro Soares, tenha intervenção, nomeadamente
as escutas relativas à tentativa de compra da TVI.
A providência
cautelar destina-se ao director, José António Saraiva, e a duas
jornalistas, Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo, mas ainda não foi
possível notificar nenhum dos três.
A Lusa noticiou esta tarde
que a gráfica onde o semanário é impresso está parada por ordem do
Tribunal Cível de Lisboa mas o CM apurou que a edição já está a ser
ultimada e deverá estar amanhã nas bancas.
REACÇÕES:
Manuela Moura Guedes
'A providência
cautelar é uma institucionalização da censura em Portugal. Já estamos
na censura, mas isto é uma institucionalização. Infelizmente não sou só
eu e o Mário Crespo a estarmos preocupados. Grande parte dos portugueses
também já começam a estar. Mas foi tarde.'
Mário
Crespo
'Quando no Mundo assinalamos os 20 anos da liberdade
de Nelson Mandela, em Portugal estamos a tentar por artifícios evitar a
publicação de matéria noticiosa. Portanto, isto diz muito de um país,
diz muito do Governo que temos neste momento. Espero que haja uma
reflexão séria, sobretudo dentro do PS, porque o que está a acontecer
não é normal numa sociedade civilizada. Quanto à Ongoing, só quero
saber: 'O que é a Ongoing? Qual é a sua estrutura de capital?' Numa
altura em que ninguém tem dinheiro para nada aparece um grupo com
dinheiro para tudo e a adquirir a propriedade pública e com
investimentos em propriedade pública. Como cidadão tenho direito a saber
e como jorbnalista tenho o dever de perguntar: 'O que é a Ongoing?''
Emidio
Rangel
'Não percebo como é que desapareceu toda a
hierarquia do jornal ‘Sol’. Parece que o cumprimento das leis fica para
segundo plano. Os oficiais de jutiça estão há horas à porta do ‘Sol’ e
não conseguem notificar ninguém. Penso que essa fuga às
responsabilidades não é um bom critério. Sobre a providência cautelar
não tenho nada a dizer, a justiça actuou dessa maneira e há que cumprir.
Os tribunais decidem e temos que cumprir. Os responsáveis do jornal
‘Sol’, se quiserem contestar, que contestem em tribunal'
Rui
Rangel
“Neste momento está-se a generalizar o uso das
providências cautelares para impedir o conhecimento público de
determinadas questões incómodas. As providências não foram criadas para
coarctar a liberdade de imprensa nem o conhecimento aos portugueses de
questões que têm relevância pública.”
.
João Miguel
Tavares
'O problema de um dia entrarmos em casa e
encontrarmos o poder judicial e o poder político na mesma cama é que se
esvai a pouca confiança que ainda pudéssemos ter neles. Por isso, esta
providência cautelar soa mais a silenciamento compulsivo do que a
qualquer forma de recurso legal por parte de um cidadão indefeso. Tanto
mais que hoje é quinta-feira, a maior parte do 'Sol' já deve
estar pronta a ser impressa, não há marcha atrás tecnicamente possível e
a proibição da sua chegada às bancas é também um ataque directo ao
bolso dos accionistas. Espero que José António Saraiva, Felícia Cabrita e
Ana Paula Azevedo continuem alegremente desaparecidos até amanhã de
manhã e passem a noite de hoje a brindar à democracia e à liberdade de
expressão. Nestas ocasiões um jornalista sério só tem um caminho a
tomar: resistir e desobedecer.
Medeiros
Ferreira
'Desde que o Sol anunciou que ia publicar mais
informação de certa maneira preparou o terreno para esta diligência.
Quem apresenta esta diligência não está seguro do efeito do conhecimento
do que disse ao telefone. Creio que é um erro porque acabará por se
saber. Acho que esta atitude acabará por prejudicar os envolvidos e quem
apresentou a diligência. A opinião pública forma-se com estes
episódios.'
José Manuel Fernandes
“Acho a
providência cautelar uma iniciativa perigosa e errada. O ‘Sol’ tem de
ter liberdade editorial para fazer as suas opções e, em Portugal, não há
censura prévia pelo que a Justiça, a intervir, só o pode fazer à
posteriori sob pena de um condicionamento insuportável da liberdade de
expressão e de informação.”
Magalhães e
Silva
“Não me recordo de alguma vez ter acontecido mas é um
direito que qualquer pessoa tem. O meio é adequado se os fundamentos
forem razoáveis, mas não faço ideia se neste caso é assim. Nas sociedade
livres também há ordens legítimas dos tribunais que têm de ser
cumpridas”
Arons de Carvalho
“Desconheço o conteúdo da providência cautelar, por isso não
me vou pronunciar.”
Mário
Bettencourt Resendes
“Desconheço
pormenores da providência cautelar, pelo que por agora não posso
pronunciar-me.”
Nuno Morais Sarmento
“Não posso comentar. Do caso sei apenas o que ouvi, tenho de
ter mais informação.”
Henrique Monteiro
'Acho que é um assunto gravíssimo. Não me lembro de ter
acontecido em Portugal a não ser em relação a questões relacionadas com o
foro privado/íntimo (EX: José Mourinho, Cristiano Ronaldo). Este tem a
ver com o caso das escutas e diz respeito a negócios que devem ser
públicos e transparentes. Acho que é grave. Não compreendo o fundamento.
O caso, levado com leviandade, é censura prévia. Condeno e lamento. E
manifesto aqui a minha solidariedade com os jornalistas do ‘Sol’ e com a
direcção.'
Miguel Reis,
ex-membro do Conselho de Imprensa e da extinta Alta Autoridade para a
Comunicação Social
“Isto é uma coisa
gravíssima. Descaracteriza o Estado de Direito. Isto agora não é o caso
Gonçalo Amaral que é uma censura de liberdade de opinião. Isto põe em
causa, completamente, o direito informativo e o direito dos cidadãos à
informação que assenta no jornalismo. É um sistema complexo, em que há
direitos, mas que são direitos fundamentais. Os direitos dos jornalistas
de hoje não são os mesmos direitos dos jornalistas do século XIX, são
direitos vinculados. Aquela disposição do código penal que retira o
segredo de Justiça dos tribunais, tal como está configurada, é
inconstitucional, porque ela é impeditiva da liberdade de imprensa. É
gravíssimo. Isto, a ser verdade, é um golpe de Estado judicial. O
Sindicato de Jornalistas devia recorrer ao provedor de Justiça. Os
jornalistas, neste momento, estão a ser completamente bodes expiatórios
disto. Isto é o fim da democracia. É um atentado ao estado de Direito. E
a ERC não faz nada?”
Daniel Oliveira
'Pela
primeira vez em muitos anos de democracia um jornal de informação
política pode ser impedido de chegar à rua. O 'Sol', ao que sei, mas
posso estar mal informado, está impresso. Não deverá, assim, ser
distribuído. A providência foi posta pelo boy de Sócrates na PT. Batemos
no fundo.'
António
Balbino Caldeira
'Custa-me
crer que um juiz tivesse ousado, nesta altura, limitar previamente, e
sem conhecimento do que se publicará, a liberdade de informação, através
de uma providência cautelar, ainda mais quando a publicação pretente
servir a própria protecção do Estado de direito e a garantia
democrática'
José Eduardo Moniz
REACÇÕES/VÍDEO)
Um solicitador contratado pelos advogados de Rui
Pedro Soares entregou ao segurança do edifício do semanário 'Sol' a
notificação da providência cautelar para impedir a publicação de escutas
que envolvam o administrador da Portugal Telecom. O segurança acabou
por ser identificado pelo solicitador depois de várias horas a tentar
entregar o documento ao director e jornalistas do 'Sol'.
A manchete do ‘Sol’ para países africanos, como Angola e
Cabo Verde, será ‘O Polvo’, apurou o CM. Trata-se do título principal
de capa da edição que sai esta sexta-feira nos países de língua
lusófona. Quanto à edição nacional, ainda se desconhece como será, dado
que ainda não está pronta.
Já junto às
instalações do semanário, na Baixa de Lisboa, um funcionário do Palácio
de Justiça foi seis vezes perguntar ao segurança do edifício se as
pessoas contempladas pela providência cautelar que o jornal recebeu já
se encontravam na sede do jornal. Perante as respostas negativas, o
responsável avançou com a produção de avisos.
O órgão de
comunicação foi notificado com uma providência cautelar para impedir a
publicação de elementos do processo 'Face Oculta' em que o administrador
da Portugal Telecom, Rui Pedro Soares, tenha intervenção, nomeadamente
as escutas relativas à tentativa de compra da TVI.
A providência
cautelar destina-se ao director, José António Saraiva, e a duas
jornalistas, Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo, mas ainda não foi
possível notificar nenhum dos três.
A Lusa noticiou esta tarde
que a gráfica onde o semanário é impresso está parada por ordem do
Tribunal Cível de Lisboa mas o CM apurou que a edição já está a ser
ultimada e deverá estar amanhã nas bancas.
REACÇÕES:
Manuela Moura Guedes
'A providência
cautelar é uma institucionalização da censura em Portugal. Já estamos
na censura, mas isto é uma institucionalização. Infelizmente não sou só
eu e o Mário Crespo a estarmos preocupados. Grande parte dos portugueses
também já começam a estar. Mas foi tarde.'
Mário
Crespo
'Quando no Mundo assinalamos os 20 anos da liberdade
de Nelson Mandela, em Portugal estamos a tentar por artifícios evitar a
publicação de matéria noticiosa. Portanto, isto diz muito de um país,
diz muito do Governo que temos neste momento. Espero que haja uma
reflexão séria, sobretudo dentro do PS, porque o que está a acontecer
não é normal numa sociedade civilizada. Quanto à Ongoing, só quero
saber: 'O que é a Ongoing? Qual é a sua estrutura de capital?' Numa
altura em que ninguém tem dinheiro para nada aparece um grupo com
dinheiro para tudo e a adquirir a propriedade pública e com
investimentos em propriedade pública. Como cidadão tenho direito a saber
e como jorbnalista tenho o dever de perguntar: 'O que é a Ongoing?''
Emidio
Rangel
'Não percebo como é que desapareceu toda a
hierarquia do jornal ‘Sol’. Parece que o cumprimento das leis fica para
segundo plano. Os oficiais de jutiça estão há horas à porta do ‘Sol’ e
não conseguem notificar ninguém. Penso que essa fuga às
responsabilidades não é um bom critério. Sobre a providência cautelar
não tenho nada a dizer, a justiça actuou dessa maneira e há que cumprir.
Os tribunais decidem e temos que cumprir. Os responsáveis do jornal
‘Sol’, se quiserem contestar, que contestem em tribunal'
Rui
Rangel
“Neste momento está-se a generalizar o uso das
providências cautelares para impedir o conhecimento público de
determinadas questões incómodas. As providências não foram criadas para
coarctar a liberdade de imprensa nem o conhecimento aos portugueses de
questões que têm relevância pública.”
.
João Miguel
Tavares
'O problema de um dia entrarmos em casa e
encontrarmos o poder judicial e o poder político na mesma cama é que se
esvai a pouca confiança que ainda pudéssemos ter neles. Por isso, esta
providência cautelar soa mais a silenciamento compulsivo do que a
qualquer forma de recurso legal por parte de um cidadão indefeso. Tanto
mais que hoje é quinta-feira, a maior parte do 'Sol' já deve
estar pronta a ser impressa, não há marcha atrás tecnicamente possível e
a proibição da sua chegada às bancas é também um ataque directo ao
bolso dos accionistas. Espero que José António Saraiva, Felícia Cabrita e
Ana Paula Azevedo continuem alegremente desaparecidos até amanhã de
manhã e passem a noite de hoje a brindar à democracia e à liberdade de
expressão. Nestas ocasiões um jornalista sério só tem um caminho a
tomar: resistir e desobedecer.
Medeiros
Ferreira
'Desde que o Sol anunciou que ia publicar mais
informação de certa maneira preparou o terreno para esta diligência.
Quem apresenta esta diligência não está seguro do efeito do conhecimento
do que disse ao telefone. Creio que é um erro porque acabará por se
saber. Acho que esta atitude acabará por prejudicar os envolvidos e quem
apresentou a diligência. A opinião pública forma-se com estes
episódios.'
José Manuel Fernandes
“Acho a
providência cautelar uma iniciativa perigosa e errada. O ‘Sol’ tem de
ter liberdade editorial para fazer as suas opções e, em Portugal, não há
censura prévia pelo que a Justiça, a intervir, só o pode fazer à
posteriori sob pena de um condicionamento insuportável da liberdade de
expressão e de informação.”
Magalhães e
Silva
“Não me recordo de alguma vez ter acontecido mas é um
direito que qualquer pessoa tem. O meio é adequado se os fundamentos
forem razoáveis, mas não faço ideia se neste caso é assim. Nas sociedade
livres também há ordens legítimas dos tribunais que têm de ser
cumpridas”
Arons de Carvalho
“Desconheço o conteúdo da providência cautelar, por isso não
me vou pronunciar.”
Mário
Bettencourt Resendes
“Desconheço
pormenores da providência cautelar, pelo que por agora não posso
pronunciar-me.”
Nuno Morais Sarmento
“Não posso comentar. Do caso sei apenas o que ouvi, tenho de
ter mais informação.”
Francisco
José Viegas
'A providência cautelar põe em causa o direito à
informação e não abona a favor do Governo nem dos personagens desta
história suspeita, cheia de manobras e de tentações. O que tem sido
publicado prova o manifesto interesse público desse material – e o
direito de os cidadãos verem esse caso esclarecido. É cada vez mais
claro que a PGR errou ao desvalorizar essa investigação associada ao
'Face Oculta' e que os jornalistas têm todo o direito de investigar.
Qualquer tribunal europeu ilibaria os jornalistas que, por hipótese,
viessem a ser perseguidos em Portugal. Não é possível esconder um caso
político e ético sob protecção judicial. Em última instância, isto
apenas contribui para minar a confiança dos cidadãos no poder político –
e neste governo em partcular'.
José Viegas
'A providência cautelar põe em causa o direito à
informação e não abona a favor do Governo nem dos personagens desta
história suspeita, cheia de manobras e de tentações. O que tem sido
publicado prova o manifesto interesse público desse material – e o
direito de os cidadãos verem esse caso esclarecido. É cada vez mais
claro que a PGR errou ao desvalorizar essa investigação associada ao
'Face Oculta' e que os jornalistas têm todo o direito de investigar.
Qualquer tribunal europeu ilibaria os jornalistas que, por hipótese,
viessem a ser perseguidos em Portugal. Não é possível esconder um caso
político e ético sob protecção judicial. Em última instância, isto
apenas contribui para minar a confiança dos cidadãos no poder político –
e neste governo em partcular'.
Henrique Monteiro
'Acho que é um assunto gravíssimo. Não me lembro de ter
acontecido em Portugal a não ser em relação a questões relacionadas com o
foro privado/íntimo (EX: José Mourinho, Cristiano Ronaldo). Este tem a
ver com o caso das escutas e diz respeito a negócios que devem ser
públicos e transparentes. Acho que é grave. Não compreendo o fundamento.
O caso, levado com leviandade, é censura prévia. Condeno e lamento. E
manifesto aqui a minha solidariedade com os jornalistas do ‘Sol’ e com a
direcção.'
Miguel Reis,
ex-membro do Conselho de Imprensa e da extinta Alta Autoridade para a
Comunicação Social
“Isto é uma coisa
gravíssima. Descaracteriza o Estado de Direito. Isto agora não é o caso
Gonçalo Amaral que é uma censura de liberdade de opinião. Isto põe em
causa, completamente, o direito informativo e o direito dos cidadãos à
informação que assenta no jornalismo. É um sistema complexo, em que há
direitos, mas que são direitos fundamentais. Os direitos dos jornalistas
de hoje não são os mesmos direitos dos jornalistas do século XIX, são
direitos vinculados. Aquela disposição do código penal que retira o
segredo de Justiça dos tribunais, tal como está configurada, é
inconstitucional, porque ela é impeditiva da liberdade de imprensa. É
gravíssimo. Isto, a ser verdade, é um golpe de Estado judicial. O
Sindicato de Jornalistas devia recorrer ao provedor de Justiça. Os
jornalistas, neste momento, estão a ser completamente bodes expiatórios
disto. Isto é o fim da democracia. É um atentado ao estado de Direito. E
a ERC não faz nada?”
Daniel Oliveira
'Pela
primeira vez em muitos anos de democracia um jornal de informação
política pode ser impedido de chegar à rua. O 'Sol', ao que sei, mas
posso estar mal informado, está impresso. Não deverá, assim, ser
distribuído. A providência foi posta pelo boy de Sócrates na PT. Batemos
no fundo.'
António
Balbino Caldeira
'Custa-me
crer que um juiz tivesse ousado, nesta altura, limitar previamente, e
sem conhecimento do que se publicará, a liberdade de informação, através
de uma providência cautelar, ainda mais quando a publicação pretente
servir a própria protecção do Estado de direito e a garantia
democrática'
José Eduardo Moniz
'Que
houve ingerência nestes processos relacionados com a TVI e com outras
entidades da parte do Governo, não tenho a mínima duvida, aliás, acho
que hoje em dia em Portugal ninguém tem dúvidas sobre isso. Apenas se
não conhecem os contornos específicos em que as coisas ocorreram'
houve ingerência nestes processos relacionados com a TVI e com outras
entidades da parte do Governo, não tenho a mínima duvida, aliás, acho
que hoje em dia em Portugal ninguém tem dúvidas sobre isso. Apenas se
não conhecem os contornos específicos em que as coisas ocorreram'
14 SIDSIDSID, em 13/02/2010 às 06:22
Tachos e
Cunhas
AS REFORMAS CHORUDAS
Corrupção em Portugal? Burrice?
Saúde dos Tugas
JUSTIÇA - por cá não há...
Chorar a rir
para não chorar
Cunhas
- +
subsídios de desemprego chorudos
- ... Independentemente de
concurso... !!!
- Adida
em Londres (9000€)
- Aumentos
de 200% para os gestores públicos
- Bárbara
e Carrilho
- C. M. LISBOA - Sá Fernandes - O
PALADINO DA VERDADE TAMBÉM TINHA 11 ASSESSORES
- Coelhone
na Mota-Engil
- Contitas
da REN
- CP - É só chefes
- Câmara
do Barreiro
- De
pai para filho
- DGV mesmo extinta recruta
pessoal
- Eu faço as obras c******
- Ganhar
3500€ sem fazer nada
- Gestores
pagos a peso de ouro
- Governo de Sócrates nomeou 2373
pessoas
- Jobs
for the girls - Neide
- Mais
um tacho/contrato bem feito - Fereira do Amaral
- Mano
Pedroso é advogado competente (muito)
- Manos
Pedroso em 'alta'
- Mulher
do Costa da SIC (entrevistador do Sócas) tem empregão
- Noiva
da JS nomeada administradora
- Salários
escandalosos
- Verinha
Sampaio
AS REFORMAS CHORUDAS
- As reformas são só para quem
merece!!! Leucemia não dá direito.
- Afinal
foram só 9,732 milhões
- Catroga
também terá reformita
- Continuação
do poste das reforminhas
- Galp
- História
de Valentim
- Link
para reformas chorudas
- Mais
um chorudo
- Pensões
de luxo aumentam 10,8%
- Reforma
esquecida de Alegre
- Reformas
Douradas - Odete S., Marques M., J. Cravinho
- Reformita do Mirinha
- Salário
Milionário
- Sr.
Presidente nÃo havia necessidade
- Subvenções vitalícias
- Vasco Franco - Este merece
porque foi herói
Corrupção em Portugal? Burrice?
- 1400
compraram Curso de Engenharia
- Sócrates
sócio duma empresa suspeita
- País
multiplicador de miseráveis
- Finanças
perdoam 10 milhões de euros de IVA a sindicato da UGT
- Electricidade mais cara 41,4%
do que em Espanha
- E
roubam... e roubam... e roubam...
- Custos
do Túnel do Marquês derraparam 40%
- Camiões
fogem para Espanha
- CERTIEL - Mais um roubo
- DIVIDA
EXTERNA DE PORTUGAL
- Eng.
José Sócrates o tanas!!!
- Eu,
comi Carolina
- Extinta há 2 anos a IGAE ainda
recebe funcionários... de organismos também extintos!!!
- Louvor
de Freitas - Que lata
- Luís
Filipe Vieira beneficiado por quem???
- Na
era de Santana
- Novo
aeroporto - Pagador de campanhas eleitorais
- OTA
(porquê) !!!!!!!!?????!!!!????
- OTA - O maior embuste jamais
vendido aos Tugas
- Ota
questionada por Históricos do PS
- OTA
«Estão a mentir-nos»
- Pai
de Sócrates fiscalizou dez obras do GEPI
- Promoveu a mulher com aumento
de 500€
- Subsídio
de alto risco sem risco
- TAP
dá lucro novamente
- Vergonha
do Rock in Rio-Lisboa 2006
- Vídeo de sexo da Elsa Raposo
Saúde dos Tugas
- Eu tenho seguro de saúde
- Transplantes
rendem milhões aos médicos
- Directora
de centro de saúde demitida pelo Sr. Ministro
- Quase
400 Alentejanas deram à luz em Badajoz
- Troca de seringas na prisão
- Mulher
agredida numa Urgência Hospitalar morre
- Cartão
Europeu de Saúde
- Administradores
hospitalares contra o picar do ponto
- Segunda
criança nasce numa ambulância
- Hospitais
cobram até 17 vezes mais a vítimas de violência doméstica
- Morreu
à espera de socorro
- CARTA
DE UM MÉDICO AO SR. PM
JUSTIÇA - por cá não há...
- Governo ajuda Pedroso
contra.... o Estado!!!
- Com
juízes assim...
- Corrupção
dos Tribunais/Angola/Portugal
- Hugo
Marçal será juiz!!!
- Juiz com filho traficante às
claras?
- Pedófilos
em liberdade
- Quando
as leis são feitas por criminosos...
- [url=http://democraciaemportugal.blogspot.com/2007/05/que-merd*-de-justia.html]Que merd* de justiça!!![/url]
- Violar
é legal
Chorar a rir
para não chorar
- ...
40 ladrões...
- 1ª
obra do ENGENHEIRO da independente!!!
- A felicidade do povo
- Alberto
João - G.F.
- Choque
tecnológico
- Cirurgiões
- Como eles nascem
- Comunicado
do governo - Urgente!!!
- Já
nos cinemas...
- Mentiroso
- Novo
símbolo de Portugal
- O
Postal
- O
regresso de Catherine Deneuve
- Pinóquio enfurecido
- SIMPLEX
- Sócrates
e a secretária
- Sócrates
no parlamento - G.F.
- Velentão
- G.F.
- Voltaremos
a ser felizes quando...
15 DaniM, em 15/02/2010 às 19:15
Quando puderes para ficar aqui marcado .. mete a intervençao do Paulo Portas a sugerir a reduçao dos salários dos deputados e gestores políticos, tratando-se de uma mudança nao só economicamente estratégica como eticamente correcta visto estarem a congelar os salários ao Povo Portugues.
Depois vejam a resposta do palhaço.
Depois vejam a resposta do palhaço.
16 SIDSIDSID, em 15/02/2010 às 19:20
Paulo Portas elogia independência e profissionalismo de Mário Crespo
"Eu conheço o Mário Crespo há muitos anos. Acho que é um jornalista com
independência e acho que é uma pessoa muito profissional. Portanto,
nenhum dos qualificativos que ouvi por aí se lhe aplica", afirmou Paulo
Portas, em Viana do Castelo, no final de uma iniciativa no âmbito das
jornadas parlamentares do partido.
O líder do CDS-PP comentava a
polémica em torno de um artigo de opinião do jornalista, que hoje não
saiu no "Jornal de Notícias", no qual Mário Crespo acusa membros do
Governo de terem falado depreciativamente sobre ele durante um almoço
realizado em Lisboa.
O texto acabou por sair no site do Instituto
Sá Carneiro, um organismo ligado ao PSD.
Mário Crespo vai
participar amanhã num almoço promovido pelo CDS-PP em Guimarães, no
âmbito das jornadas parlamentares do partido, devendo fazer um balanço
do primeiro ano de mandato do Presidente norte-americano, Barack Obama.
"Eu conheço o Mário Crespo há muitos anos. Acho que é um jornalista com
independência e acho que é uma pessoa muito profissional. Portanto,
nenhum dos qualificativos que ouvi por aí se lhe aplica", afirmou Paulo
Portas, em Viana do Castelo, no final de uma iniciativa no âmbito das
jornadas parlamentares do partido.
O líder do CDS-PP comentava a
polémica em torno de um artigo de opinião do jornalista, que hoje não
saiu no "Jornal de Notícias", no qual Mário Crespo acusa membros do
Governo de terem falado depreciativamente sobre ele durante um almoço
realizado em Lisboa.
O texto acabou por sair no site do Instituto
Sá Carneiro, um organismo ligado ao PSD.
Mário Crespo vai
participar amanhã num almoço promovido pelo CDS-PP em Guimarães, no
âmbito das jornadas parlamentares do partido, devendo fazer um balanço
do primeiro ano de mandato do Presidente norte-americano, Barack Obama.
17 SIDSIDSID, em 15/02/2010 às 19:21
CDS quer cortar salários políticos, Sócrates oferece o seu
Portas sugere sejam os
políticos a dar o exemplo. Primeiro-ministro acusa líder
democrata-cristão «pensar apenas no votos»
[Notícia actualizada às 12:11 horas, com mais declarações do
primeiro-ministro] O CDS-PP propôs esta quarta-feira ao
Governo, durante o debate do
Orçamento do Estado na Assembleia da República, que fossem os políticos a
dar o exemplo no espírito
de contenção e sacrifício que
se exige ao país para este ano, abdicando do 13º mês. Segundo o
deputado Paulo Portas,
a medida resultaria numa
poupança de 5 ou 6 milhões de euros. Acompanhe
a emissão em directo AQUI
O líder popular, Paulo Portas, confrontou o primeiro-ministro
com as declarações
prestadas há semanas pelo
ministro das Finanças, que afirmou numa entrevista estar disposto a
abdicar de parte do seu salário,
se isso fosse necessário. «Viabilizar OE é um acto de responsabilidade»
Governo vai discutir actualização do PEC com
partidos «Está disposto a tocar no salário
do primeiro-ministro, no
salários dos ministros, no salário dos deputados, nos salários dos
responsáveis dos governos regionais?»,
questionou Portas,
dirigindo-se a José Sócrates. «Porque não damos o exemplo e não
abdicamos todos do 13º mês?». Na
resposta, o primeiro-ministro
mostrou-se disponível para abdicar de parte da sua remuneração. «Não me
importo nada de reduzir
o meu salário. Tenho o maior
gosto de contribuir com o meu 13º mês», disse José Sócrates. Sócrates assegura que nunca deu orientação à PT
sobre TVI No entanto, o primeiro-ministro
adiantou não estar de acordo
com medidas que apenas têm efeitos morais e considerou que «isso não
resolve o problema» e acusou
o CDS de demagogia,
considerando a proposta excessiva e populista. «Ao propor que se cortem
os salários dos políticos, o senhor
está a pensar apenas nos
votos», acusou. Ou seja, o Governo não pretende avançar com a
medida mas, se o CDS avançar
com essa proposta, «não
contará com a minha oposição», assegurou Sócrates. «Antes das
eleições fartura, depois das
eleições miséria O
CDS acusou ainda o Executivo de mudar de atitude a partir das eleições.
«No ano passado os funcionários
públicos receberam aumentos de
2,9%. Com a inflação negativa, o aumento real andou perto dos 4%. O
senhor primeiro-ministro
já sabia que a inflação ía ser
baixa. Agora este ano, os funcionários vão ter um aumento nulo. Antes
das eleições fartura,
depois das eleições, miséria»,
disse Paulo Portas. O CDS defendeu, nas negociações prévias ao
Orçamento do Estado,
uma diferenciação para os
salários mais baixos. Endividamento externo é «fatal para o país»
«A contenção é inevitável, mas tendo em
conta o aumento de 2009, há um
problema, que só se resolve dando o exemplo», defendeu Portas.
Portas sugere sejam os
políticos a dar o exemplo. Primeiro-ministro acusa líder
democrata-cristão «pensar apenas no votos»
[Notícia actualizada às 12:11 horas, com mais declarações do
primeiro-ministro] O CDS-PP propôs esta quarta-feira ao
Governo, durante o debate do
Orçamento do Estado na Assembleia da República, que fossem os políticos a
dar o exemplo no espírito
de contenção e sacrifício que
se exige ao país para este ano, abdicando do 13º mês. Segundo o
deputado Paulo Portas,
a medida resultaria numa
poupança de 5 ou 6 milhões de euros. Acompanhe
a emissão em directo AQUI
O líder popular, Paulo Portas, confrontou o primeiro-ministro
com as declarações
prestadas há semanas pelo
ministro das Finanças, que afirmou numa entrevista estar disposto a
abdicar de parte do seu salário,
se isso fosse necessário. «Viabilizar OE é um acto de responsabilidade»
Governo vai discutir actualização do PEC com
partidos «Está disposto a tocar no salário
do primeiro-ministro, no
salários dos ministros, no salário dos deputados, nos salários dos
responsáveis dos governos regionais?»,
questionou Portas,
dirigindo-se a José Sócrates. «Porque não damos o exemplo e não
abdicamos todos do 13º mês?». Na
resposta, o primeiro-ministro
mostrou-se disponível para abdicar de parte da sua remuneração. «Não me
importo nada de reduzir
o meu salário. Tenho o maior
gosto de contribuir com o meu 13º mês», disse José Sócrates. Sócrates assegura que nunca deu orientação à PT
sobre TVI No entanto, o primeiro-ministro
adiantou não estar de acordo
com medidas que apenas têm efeitos morais e considerou que «isso não
resolve o problema» e acusou
o CDS de demagogia,
considerando a proposta excessiva e populista. «Ao propor que se cortem
os salários dos políticos, o senhor
está a pensar apenas nos
votos», acusou. Ou seja, o Governo não pretende avançar com a
medida mas, se o CDS avançar
com essa proposta, «não
contará com a minha oposição», assegurou Sócrates. «Antes das
eleições fartura, depois das
eleições miséria O
CDS acusou ainda o Executivo de mudar de atitude a partir das eleições.
«No ano passado os funcionários
públicos receberam aumentos de
2,9%. Com a inflação negativa, o aumento real andou perto dos 4%. O
senhor primeiro-ministro
já sabia que a inflação ía ser
baixa. Agora este ano, os funcionários vão ter um aumento nulo. Antes
das eleições fartura,
depois das eleições, miséria»,
disse Paulo Portas. O CDS defendeu, nas negociações prévias ao
Orçamento do Estado,
uma diferenciação para os
salários mais baixos. Endividamento externo é «fatal para o país»
«A contenção é inevitável, mas tendo em
conta o aumento de 2009, há um
problema, que só se resolve dando o exemplo», defendeu Portas.
18 SIDSIDSID, em 15/02/2010 às 19:23
Portas desafia Governo a mexer nos rendimentos dos políticos
O líder do CDS desafiou hoje o primeiro-ministro a cortar o seu
salário e o dos deputados para dar um sinal de contenção ao país, ao
mesmo tempo que se propõe o congelamento dos salários da Função Pública.
"Está disposto a tocar no seu próprio salário, no salário dos
ministros, dos deputados, do Presidente da República, dos presidentes de
câmara, nos Governos regionais, dos gestores públicos, dos dirigentes
dos institutos públicos?", perguntou Paulo Portas, no Parlamento,
sugerindo ainda que estes responsáveis abdiquem do 13º mês.
Portas reconheceu que o corte desses salários "não resolve o défice,
são apenas cinco ou seis milhões de euros mas dá-lhe autoridade [a
Sócrates] ou pelo menos as pessoas passarão a compreender a sua
autoridade quando pede contenção aos outros tendo dado o aumento que deu
em ano de eleições".
O líder do CDS desafiou hoje o primeiro-ministro a cortar o seu
salário e o dos deputados para dar um sinal de contenção ao país, ao
mesmo tempo que se propõe o congelamento dos salários da Função Pública.
"Está disposto a tocar no seu próprio salário, no salário dos
ministros, dos deputados, do Presidente da República, dos presidentes de
câmara, nos Governos regionais, dos gestores públicos, dos dirigentes
dos institutos públicos?", perguntou Paulo Portas, no Parlamento,
sugerindo ainda que estes responsáveis abdiquem do 13º mês.
Portas reconheceu que o corte desses salários "não resolve o défice,
são apenas cinco ou seis milhões de euros mas dá-lhe autoridade [a
Sócrates] ou pelo menos as pessoas passarão a compreender a sua
autoridade quando pede contenção aos outros tendo dado o aumento que deu
em ano de eleições".
19 SIDSIDSID, em 15/02/2010 às 20:28
mário
crespo, a decepção das decepções.
#fullpost{display:inline;}
Esta estória do Mário crespo já não
convence ninguém que tenha capacidades de raciocinio .Pode convencer os que
querem ser convencidos e nada mais do que isso. Depois de recordar das
últimas intervenções do jornalista sobre as matérias que tem estado na
mesa e que procuram sistemáticamente denegrir o chefe do governo e o
governo é fácil concluir que Crespo tem uma visão passadista deste país e
que apenas se limitou a escondê~la o tempo suficiente para se impôr na
qualidade quase majestática de super homem da palavra e do jornalismo.
O
pior é que palavras leva-as o vento e que são as acções que contam
neste nosso mundo politico e em todos os outros e assim Mário crespo
tem vindo a demonstrar que como jornalista é capaz de usar de truques
muito discutiveis e que como pessoa não é afinal o que quis fazer
passar.
Não discuto o direito de se falar contra Sócrates e o governo
do ponto de vista das funções e do resultado do trabalho , entendo que
este país é livre e que devemos ser críticos e imparciais; nenhum
governante está acima da critica e nenhum governo governa sem cometer
erros, porém nem Mário crespo , nem nenhum dos seus actuais
correligionários incluindo nesses correligionários, a chusma intragável
que outra coisa não faz senão usar dos meios mais impróprios, tem a
intenção de criticar o governo de forma aceitável e eficaz.
A ideia dessa gente é
denegrir , atacar vorazmente e sobretudo tudo fazer para colocar no
poder algo de semelhante ao que havia antes do 25 de abril que sabemos
agora também não fez as delicias de Crespo que deixou claro na
entrevista que deu , ser fan de kaulza e de todo o aparelhos fascistoide
que por cá percorreu caminhos.
É decepcionante ver-se que Mário crespo não
resistiu á tentação de ser mais um dos jornalistas com falta de
respeito pela liberdade dos outros demonstrando um deprezo quase
insuportável pelo povo português e pelas suas conquistas.
No mais o facto
de se olhar como um mártir diz tudo de uma cabeça que provávelmente nem
andará na sua melhor forma.
20 DaniM, em 16/02/2010 às 00:40
Fantástico.
"Nao tenho problema nenhuma em reduzir o salário, mas nao resolve o problema."
Enfim, viva Portugal. Corrupçao por todo o lado.
"Nao tenho problema nenhuma em reduzir o salário, mas nao resolve o problema."
Enfim, viva Portugal. Corrupçao por todo o lado.
Respostas 1 até 20 em 27 por "2009-12-14 - O palhaço - Mário Crespo"
12Sócrates alvo de queixa e Mário Crespo na ERC
por LINA SANTOS
Hoje
Pivô diz que foi referido como "louco" e "problema" pelo primeiro-ministro e governantes. "Calhandrices", afirma Jorge Lacão
Mário Crespo
02 Fevereiro 2010 - 00h30 Opinião censuradaO fim da linhaMais “um problema que tem de ser solucionado”. Eu. Que perigosa palhaçada.Terça-feiradia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O primeiro-ministro, JoséSócrates, o ministro de Estado Pedro
Bem, eu ultimamente tenho andado a ouvir muita gente a falar sobre este assunto e juro que se está a tornar assustador. Não sei se é verdade mas anda-me a causar pesadelos --
Ora, para quem não conhece o assunto, passa-se o seguinde:
Ao que parece,


a







